Numa galeria de arte no bairro Meatpacking District, em Manhattan, equilibrada delicadamente sobre superfícies espelhadas e tremendo levemente com a passagem de cada caminhão, está uma montagem dos maiores assassinos da história: varíola, influenza e HIV.
Eles estão todos lindamente desenhados em vidro soprado, os brilhantes e pontudos capsídeos (é preciso imaginar como eles colocam o limpa-vidros dentro daquelas delicadas fendas) envolvendo seus destrutivos núcleos DNA ou RNA, que são representados como pontos em espiral de vidro leitoso. Eles são lindas granadas de mão, a ilusão exaltada por seu precário posicionamento sobre o chão duro.
Jornais médicos falaram muito deles, e uma representação do vírus da Aids pelo artista, Luke Jerram, está na coleção do Wellcome Trust, o equivalente britânico da Fundação Bill e Melinda Gates.
Vírus da bactéria E. Coli.
H1N1
Vírus da HIV
"Mutação futura sem título" é o nome dessa obra.
O vírus da Sars.
O vírus da gripe suína.







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